A análise é um mecanismo de comunicação e também um acordo entre os interessados. Na análise são definidas as funções que serão implementadas no sistema e, por conseguinte, as funções que não farão parte do escopo do mesmo.
Segundo Pressman, qualquer método de análise deve contemplar cinco atividades:
- Representar e entender o domínio da informação;
- Definir as funções que o sistema deve executar;
- Representar o comportamento do software em função dos eventos externos;
- Separar os modelos de informação, função e comportamento de maneira a apresentar os detalhes de forma hierárquica, e;
- Prover a informação essencial em direção à determinação dos detalhes de implementação.
Modelos de Análise
Existem algumas propostas de modelos para descrever a análise de sistemas:
- Modelo de Negócio: descreve como funciona o negócio onde o sistema está inserido.
- Modelo de Dados: descreve os dados armazenados na forma de um modelo conceitual, utilizando o modelo entidades-relacionamentos.
- Modelo Funcional: descreve a funcionalidade essencial do sistema, utilizando o diagrama de fluxo de dados.
- Modelo Orientado a Objetos: descreve o sistema através dos dados e das funcionalidades, utlizando o diagrama de classes.
O trabalho de análise é feito a partir da comunicação entre as pessoas interessadas. A comunicação, em geral, é feita da linguagem natural dessas pessoas, tais como o português, o inglês, etc. Um grande problema dessas linguagens é que elas permitem a formação de expressões ambíguas.
No desenvolvimento de sistemas deve-se evitar as duplas interpretações. Assim, deve ser utilizada uma linguagem de forma que uma sentença só tenha uma interpretação. Várias linguagens foram criadas, principalmente as gráficas, com o objetivo de restringir as ambiguidades e também de facilitar o entendimento por todos os interessados. Dentre essas ferramentas de análise podemos relacionar a Técnica Estruturada e a UML (Unified Modeling Language).
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